Doenças sexualmente transmissíveis

Quais os índices de infectados pelo país e sua principal causa; a falta de informação 

Pouca gente sabe que desde 1997, foi assegurada no XIII Congresso Mundial de Sexologia, a Declaração dos Direitos Sexuais, defendendo a liberdade; autonomia; integridade sexual; direito à privacidade sexual; prazer sexual; expressão sexual; direito à livre associação sexual; escolhas reprodutivas livres e responsáveis; direito à informação baseada no conhecimento científico e à educação compreensiva, além do irrevogável direito à saúde sexual.

Dezessete anos depois, as doenças sexualmente transmissíveis (DST) ainda são consideradas um dos problemas de saúde pública mais comum em todo o mundo. Falta prevenção ou informação?

Já está claro que as doenças sexualmente transmissíveis (DST) são adquiridas, principalmente, através do contato sexual com uma pessoa infectada, ocasionado pela falta do uso de preservativos.

Segundo estimativas do Departamento de DST, aproximadamente 718 mil pessoas vivem com HIV/Aids no Brasil. Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê 937 mil novos casos de infecções de sífilis a cada ano; outros um milhão e meio casos de gonorreia; quase 2 milhões de casos de clamídia; 640 mil novos casos de herpes genital e 685 mil novos casos de HPV. Isso por ano.

Os números preveem que fica cada dia mais fácil ser infectado, afinal, o sexo tornou-se cotidiano comum à sociedade, além da única prevenção real ainda ser a camisinha. Ainda é visto que o acesso a educação preventiva, requisito básico ao direto à saúde sexual, enfrentam ainda o preconceito de uma sociedade acostumada e tratar com tanto tabu, sua vida sexual.

Conceitos mitológicos acerca do público das doenças sexualmente transmissíveis (DST) caem por terra na luta séria pela saúde sexual. O erroneamente considerado grupo de risco, hoje dá lugar à atenção assistida à populações vulneráveis que, pasmem: incluem todas as mulheres, jovens, a população carcerária, além da população gay, travestis e outros homens que fazem sexo com homens. Em porcentagem, população não vulnerável é aquela que está praticando sexo somente com o uso de preservativo.

Valores machistas fundamentam o discurso que ajuda a moldar o comportamento de homens e mulheres em relação à sua sexualidade e às formas de conceber as relações de gênero, tornando tão penoso e ineficaz o trabalho do estado em assegurar o direito à saúde sexual.

Desde 1994, o Ministério da Saúde distribui camisinhas masculinas gratuitamente em todos os postos de atendimento do SUS. Em 2000, o registro de HIV em gestantes e recémnascidos passou a ser obrigatório. Também desde 1986, a notificação de casos de HIV/Aids e sífilis é obrigatória aos médicos e responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde. A realização gratuita de exames para diagnóstico e tratamento da HIV/Aids (contagem viral) é assegurada pelo Ministério da Saúde.

Mas antes do estado, o direito à saúde sexual deve ser assegurado por cada um. Como os cuidados com a higiene pessoal, a prática do sexo seguro é condição primordial a qualquer outro direito sexual, sob o risco do descuido de um momento valer toda sua vida.

Por conta, então, desses altos índices e da falta de precaução tomada por muitas pessoas, além da informação e formação básica, o sexo que é ótimo e todos gostam, pode se tornar uma dor de cabeça. Mas, a melhor coisa do mundo não precisa ser tão fatal assim, se feito com responsabilidades e seus devidos cuidados, cercado de informações, torna-se tranquilo.

Entretanto, se você ainda tem dúvidas e não acredita nisso, nós afirmamos: sexo completamente seguro é no CameraHot.

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