Pouca coisa pode ser tão atraente quanto uma pessoa que não se importa em dividir. Parece que um laço quase que automático se forma quando alguém dá algo sem o outro nem ter pedido. Ao menos é o que a pesquisa feita por duas universidades que entrevistaram mais de 800 pessoas mostra.

Ela estudou os relacionamentos de diversos indivíduos e comparou com suas inclinações a certas atitudes generosas. Entre elas estavam: doar para caridade, ajudar colegas de classe, doar sangue e todo tipo de altruísmo com os quais estamos acostumados.

O resultado encontrado foi de que pessoas mais dadivosas, não importando a faixa etária, se davam melhor romanticamente. Esse grupo, em geral, encontrava mais namorados(as) ou parceiros sexuais do que a categoria com atitudes mais egoístas.

Trocando em miúdos: “uma mão lava a outra”, “tudo que vai volta”, “quem quer rir, tem que fazer rir”. Ou seja, quem dá sem pensar em receber parece ter mais sucesso amoroso e sexual do que os Tios Patinhas da vida. Para quem é mais mão de vaca e não gosta de ajudar, é sempre bom lembrar que “caixão não tem gaveta”.

Tal atração pelos magnânimos tem uma possível explicação que vai aos passados mais remotos. Lembrando lá dos homens e mulheres das cavernas, pense em dois tipos de caçadores.

Um deles abate uma boa presa, nada excepcional, mas com bastante carne. Ele vai e leva até sua caverna o bicho e chama a galera da vizinhança para comer junto. Todo mundo come e aproveita da carne. Todo mundo sobrevive.

O outro vai lá e consegue matar um mamute. Ele corre para tirar toda carne possível do bicho e esconde. A galera das outras cavernas sabe, querem um pouquinho daquele mamute. Se o caçador não comer, vai estragar mesmo.

Qual dos dois caçadores vai ser mais bem sucedido? Quem que atrai mais atenção das pessoas positivamente? Quem que vai conseguir levar a mulher para caverna por ser um provedor? Talvez seja por isso que pessoas generosas fazem mais sexo.

Agora não parece má ideia começar a dividir um pouco mais, não é mesmo?

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