a profissão mais antiga

A profissão mais antiga do mundo, parte III

Terceiro artigo da série mostra de que forma a prostituição deixou de ser rechaçada e entrou na pauta feminista

        Chegamos ao terceiro e último artigo da série “A profissão mais antiga do mundo“, ou seja, série que traz a prostituição e sua evolução no decorrer do tempo.

        Ao longo de nossos encontros, abordamos o tema com leveza e bom humor, trazendo o enfoque da prostituição para se ver com outros olhos, justamente pensando em quebrar todos os tabus e preconceitos que ainda existem em torno disso.

        Nas postagens anteriores, trouxemos uma investigação do passado e o desenrolar da história acerca da prostituição, visando entender o motivo crucial que banalizou a profissão, tornando-a condenada em meio à sociedade.

        Seguindo nossa linha do tempo, saímos da pré-história e o jeito como os primeiro homens viam o sexo feminino e o apresentavam à sociedade: uma forma de demonstrar status e poder.

        Passamos pela Antiguidade, onde as deusas e as mulheres eram ovacionadas e, ser prostituta, significa ter os mesmos direitos que as outras mulheres da sociedade, além de estar mais próximas às deusas.

        Já na Idade Média, toda essa história mudou: a profissão passou a ser erradicada das cidades, as mulheres foram consideradas pecadoras e indignas, visão imposta pela Igreja Católica na forma de doutrinar um povo.

        O direito das mulheres, que já eram poucos, passaram a ser menores ainda, necessitando de grandes lutas femininas ao longo dos tempos para que elas conseguissem ter os mesmo diretos que os homens na sociedade: até chegarmos no século XXI.

A figura da mulher na sociedade

        O século XXI é conhecido pela inovação; com a chegada da internet, muitas portas foram abertas no que tange a comunicação, facilitando a troca de opiniões e contato com pessoas de longe.

        Juntamente disso, o movimento feminista no século XXI tem grande importância para a classe feminina, levantando bandeiras de apoio à comunidade feminina, negra, LGBT e etc, como uma forma de igualar essas minorias à comunidade masculina, que desde sempre teve seus direitos irretocáveis.

        Essas mulheres passaram a lutar pelo direito de toda e qualquer mulher escolher de que forma quer viver, trabalhar ou se portar, deixando de lado julgamentos machistas do tipo “saia curta é coisa de biscate” ou então “ela é vulgar por ser puta”.

        Entende-se no movimento feminista que toda mulher tem direito de escolha e que não cabe a um estereótipo, formado durantes séculos, dizer se ela está ou não dentro das leis morais regidas.

        Com isso, desmistificamos a profissão de prostituta, afinal, muitas das mulheres que estão ali, escolheram estar por conta própria, uma vez que sim, mulheres também podem gostar de sexo e escolher se quer trocar isso por dinheiro, da forma mais honesta possível.

        Essas mulheres que não estão roubando, nem matando ninguém, ainda são subjulgadas por alguns de pensamento muito fechado, porém, como já dissemos, o século XXI veio para quebrar tabus, e um deles é esse: elas não são ruins por quererem ser prostitutas.

        Ou seja, chegamos no século em que a prostituição não será vista com olhos negativos e sim como uma forma de expressão e direitos femininos (ou assim esperamos!)

Era Digital

        Na Era Digital então, muitas coisas estão mudando e ainda vão mudar.

        As meninas que ainda temem esse tão mal fadado termo de prostituição, mas que gostam de testar seus limites e toda sua sensualidade, encontraram uma outra forma de conseguir arrecadar uma graninha extra e ainda ficar com a autoestima lá em cima.

        Fugindo da prostituição, que diz respeito diretamente ao ato de trocar sexo físico por dinheiro, alguns sites permitem que mulheres conversem com outros caras, façam shows de striptease online, se exibam, se mostrem; o que permite que elas consigam complementar a renda em casa e ainda estar sempre em dia com sua própria autoestima.

        É o que o Camerahot faz! Ele não prostitui nenhuma mulher, ele apenas libera uma espaço para que ela possa usar de sua imaginação para ganhar uma grana extra. Cada menina faz no online o que mais gosta, por opção própria, e levanta a bandeira: “não somos prostitutas, não fazemos programas.. somente gostamos de nos exibir”.

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